Cálice que Jesus teria usado na Santa Ceia está em basílica romana, diz arqueólogo.

O Santo Graal, cálice que Jesus Cristo teria usado na última ceia, segundo a religião católica, está em Roma desde os primeiros tempos do cristianismo, afirmou um arqueólogo italiano nesta terça-feira.

 

Segundo Alfredo Barbagallo, presidente da associação Arte e Mistério de Roma, a peça está guardada na basílica romana de San Lorenzo Extramuros.
O estudo de Alfredo Barbagallo se baseia na iconografia medieval da basílica de San Lorenzo, na qual está representado o Santo Cálice, segundo informações da agência Ansa. Estas imagens estão orientadas em direção às catacumbas adjacentes de Santa Ciríaca que, situadas abaixo do templo, deveriam conservar a relíquia, afirma o arqueólogo.
O paradeiro do Santo Graal é considerado desconhecido desde o ano 258, durante a perseguição de Valeriano, quando os tesouros eclesiásticos (entre eles um Santo Cálice) foram entregues pelo papa Xisto II ao diácono Lorenzo, que morreu quatro dias depois.
Nas lendas
O Graal está presente nas Lendas Arturianas, sendo o objetivo da busca dos Cavaleiros da Távola Redonda, único objeto com capacidade para devolver a paz ao reino de Artur. No entanto, em outra interpretação, ele designa a descendência de Jesus segundo a lenda, ligada à dinastia Merovíngia. Nesta versão Santo Graal significaria Sangreal ou seja Sangue Real.
Segundo a lenda, José de Arimatéia teria recolhido no ‘Cálice usado na Última Ceia (o Cálice Sagrado), o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação. O Cálice permaneceu perdido durante muito tempo, embora haja controvérsias se o que é reconhecido hoje pela Igreja seja o verdadeiro ou apenas uma imitação.
Em outra versão da lenda, teria sido a própria Maria Madalena, segundo a Bíblia a única mulher além de Maria (a mãe de Jesus) presente na crucificação de Jesus, que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida.
A lenda tornou-se popular na Europa nos séculos XII e XIII por meio dos romances de Chrétien de Troyes, particularmente através do livro “Le Conte du Graal” publicado por volta de 1190, e que conta a busca de Perceval pelo cálice.
Mais tarde, o poeta francês Robert de Boron publicou Roman de L’Estoire du Graal, escrito entre 1200 e 1210, e que tornou-se a versão mais popular da história, e já tem todos os elementos da lenda como a conhecemos hoje.
Na literatura medieval, a procura do Graal representava a tentativa por parte do cavaleiro de alcançar a perfeição. Em torno dele criou-se um complexo conjunto de histórias relacionadas com o reinado de Artur na Inglaterra, e da busca que os cavaleiros da Távola Redonda fizeram para obtê-lo e devolver a paz ao reino. Nas histórias misturam-se elementos cristãos e pagãos relacionados com a cultura Celta.
A presença do Graal na Inglaterra é justificada por ter sido José de Arimatéia o fundador da Igreja inglesa, para onde foi ao sair da Palestina.
Segundo algumas histórias, o Santo Graal teria ficado sob a tutela da Ordem do Templo, também conhecida como Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, instituição militar-religiosa criada para defender as conquistas nas Cruzadas e os peregrinos na Terra Santa. Alguns associam aos templários a irmandade que Wolfram cita em “Parzifal”.
Segundo uma das versões da lenda, os Templários teriam levado o cálice para a aldeia francesa de Rennes-Le-Château. Em outra versão, o cálice teria sido levado de Constantinopla para Troyes, na França, onde ele desapareceu durante a Revolução francesa. Em um país de maioria católica como o Brasil, a figura do Graal é tida, comumente, como a da taça que serviu Jesus durante a Última Ceia e na qual José de Arimatéia teria recolhido o sangue do Salvador crucificado proveniente da ferida no flanco provocada pela lança do centurião romano Longino (“Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” – João19:33-34).
No cinema
O Santo Graal já apareceu muitas vezes no cinema, como na série Indiana Jones, num filme do grupo inglês Monty Python e em “O Código Da Vinci”.

Fonte: Terra

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